segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Hospital de Caluquembe como Centro de Referência


O Hospital de Caluquembe IESA constitui uma força na parte sul do Pais tem valor e tem uma missão. Tem um fundamento enraizado em Mateus 5:16, Mateus 9:35 Lucas 9:11 Estes elementos visão, força e missão foram erguidos desde o principio da historia da OMIESA e estão contemplados no programa estratégico da OMIESA 2008/2014.
Historial
O hospital de Caluquembe como a primeira instituição clínica da IESA começou com umas duas casotas e uma casa mortuária na Missão trabalhando ali algumas enfermeiras e o Senhor Francisco Salomão já encontrado.
Na sequência do quadro missionário e no alvo de servir o Povo Angolano na sua integra em 1919 doze anos depois chegou em Caluquembe – Angola, a primeira enfermeira de nome Rosa Herzog de nacionalidade Suíça para prestar cuidados de saúde primária e curativos. Quando volta da Suíça em gozo de ferias veio no estado de casada com o missionário Guillod Henri e decidem ir para Ebanga (vila Mariano Machado) actualmente Ganda.
Com as enfermidades que prevaleciam no seio do Povo, a Igreja não cruzou os braços aproveitou a presença dos delegados vindos da Missão Suíça para apresentarem as suas preocupações no acampamento que houve em Giraúl onde houve Baptismos. Essa era uma importante delegação enviada pela então Missão Filafricana na Suíça e que vinha propositadamente fazer o levantamento cabal no campo chefiada pelo Pastor Henri Monnier, em representação do presidente da Missão DR. Riller de Benoit.
É assim que prometem a Igreja de KUKALA um médico. Este facto de grande importância e histórico na IESA concretiza-se em 1943 com a chegada do DR. Rodolpho Auguste Bréchet., médico polivalente impulsionador e de estima respeitável. Ele veio dar mais ênfase ao valioso departamento de Saúde da IESA que acelerou o processo de Evangelização, de edificação, da Igreja, formação de quadros, fundação das missões e faz conhecer o nome de Caluquembe tanto Nacional, como Internacional até hoje e é o espelho da IESA. “”Dizia um governante em 13 de Setembro de 2009 que a unidade sanitária pertencente a Igreja Evangélica Sinodal de Angola – IESA devido o número de atendimentos, a sua dimensão, que valeu o titulo de Hospital de referência a nível da região Sul.”” (Fonte jornal de Angola) Ele serve não só 230 milhões de habitantes da região e uma extensão de 44 mil quilómetros quadrados e é habitado sobretudo por uma população camponesa.
O Hospital foi construído até 1947 e inaugurado no tempo de Jubileu e a sua ampliação foi em 1972. Quem fala da Obra médica da IESA fala do Hospital de Kaluquembe, que naquela altura teve a sua sustentabilidade incontestável a partir da Missão na Suíça, dos parceiros Internacionais até ao êxodo dos Missionários do Pais em virtude da guerra que assolou o nosso Pais até 1992.
A Crise

De 1993 -1994 Outubro a Obra médica experimentou uma dura crise jamais imaginada. A Igreja tinha que fazer manobras exercitar outros recursos, solicitando ajuda a outros parceiros e que pela graça de Deus muitos responderam positivamente dando a sua mão e pelo que o Hospital ressuscitou e vive ate a data. Depois de um trabalho árduo o Dr. Paulo Manuel trabalhou no lançamento com adquirir e ingressar o pessoal no OGE (Orçamento Geral do Estado). O Governo Angolano através do Ministério de Saúde aceitou contemplar o Hospital de Caluquembe (IESA) com o orçamento geral do Estado, verba essa que cobre cerca de 70á 80% dos salários dos trabalhadores despesas correntes do hospital ficando ainda de fora pessoal não abrangido pela dotação do OGE formação de Técnicos na Escola Técnica e suas respectivas despesas.
Alguns destaques da Obra Medica (Hospital) IESA
Ø 1927 Construção de Ebanga 1a representante da Obra médica na Ebanga Da Rosa Guillod.
1930 Construção de Sussangue
1946-1947 Jamba Cubal
1950 Morte do Missionário André Rosselet Henri em Quilengues por correntes de água para salvar o enfermeiro doente com trombocitopenia
1955-1959 Construção de Kassua
1961- Nondumbo 1979 Rapto de Edmeé Cottier
1965-1967- Lomolo –Bocoio Rapto da enfermeira missionário Ghandi Marinova junto alguns enfermeiros 1977
1982-1989 Envio de Candidatos para medicina –Luanda (4)
1999 – Benguela A enfermeira representante da Lepra e EBD crianças Therese Fuhrer é morta
1993-1994- Destruição e abandono da Missão de Kaluquembe assim como o Hospital de Caluquembe destacou-se a enfermeira Elisabeth Gafner que por vontade de Deus preferiu ficar e sofrer com os Angolanos. (Valoroso combatente)
1993-1995 Construção do vale do Cavaco (Deposito de medicamentos
2001-2002-Oferta do Gerador de 25KVA pela Jembas e Assistência Técnica (Kohler) e contentor de roupa
2004-Bolsa Samaritanos ofereceram um motor de energia e contentor de medicamentos e material médico e comida
13/09/2009 Hospital de kaluquembe na Huíla ganha Pediatria construída em raiz no âmbito do Programa de Melhoria e Aumento da Oferta dos Serviços Sociais Básicos á População (PMAOSSBP) com objectivo reforçar o atendimento ás crianças carenciado deste Município e não só.
2010/04 Oferta de um Gerador de Luz de 65KVA pelo Vice-governador para Esfera Social (Velho Cunha)
O renascer do Hospital de Caluquembe
Enquanto não há Médico permanente dois ou mais médicos se comprometem a ir ao Município para cuidarem de casos especiais como centro de referência onde passou muitos médicos e enfermeiras de renome. “” Uma homenagem particular aos Missionários estrangeiros que mesmo em guerra não deixaram de cá vir para prestarem a sua solidariedade dizia um Governante””
As Parcerias entre Organismos e Governo deram grande incentivo para manter este Hospital, centros médicos e Postos de Saúde sem ruptura de stocks, os meios de comunicação em dia.
Hospital de Kaluquembe aos 19 de Agosto de 2010
O Director do Hospital
Nelson Andre

Tc. Medio de Saude 

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Igreja da Missão de Caconda Classificada como Património Histórico-cultural

Num lugar aparentemente inóspito, longe do centro urbano e fora da rota de estrada principal, (cerca de sete km da sede do Município de Kaconda a Norte da província da Huíla) ergue-se a Igreja dedicada ao Imaculado Coração de Maria, também conhecida como a Igreja da Missão de Kaconda.




quarta-feira, 1 de junho de 2016

Jorge Rodrigues [Comix]


26º PIQUENIQUE DE FAMÍLIAS AMIGAS DE CALUQUEMBE “ Princesa da Huíla…”

O prazer do reencontro e a alegria de reviver, não são contos, são a nossa maneira de ser e estar…



“Mulembas” esperam os convivas do piquenique…


26º PIQUENIQUE DE FAMÍLIAS AMIGAS DE CALUQUEMBE  “ Princesa da Huíla…”

Avizinha-se mais um Piquenique que irá realizar-se no dia 3 de julho de 2016 – 1º domingo do mês - no sítio habitual dos pinheiros mansos (Cabeço da Flauta) na zona da Lagoa de Albufeira (EN 377, cerca do Km 30), a partir do início da manhã e até à tardinha...

Não é preciso recordar o que é necessário para o Piquenique habitual, POIS Todos sabem.

Mas é necessário apelar-se a que não se deixe murchar, definhar, por fim desaparecer… este Dia – uma vez por ano – de oportunidade de descontração, de bem estar, de reencontro, de conversa, de comida, bebida e diversão, que começámos em 1990 e que chegou a congregar dezenas de familiares e amigos.

Contamos todos com a presença de muitos. Será um dia bem agradável certamente. Este tipo de convívios é quase a última evocação do elo forte que une nossas famílias pela vivência comum, de alma e coração, na nossa querida terra - Caluquembe.

Compareçam. Levem familiares e amigos.
31 de maio de 2016
  De todos para todos…
Lembrança: no fim de semana seguinte,9 e 10 de julho, realizar-se-á nas Caldas da Rainha o 39º Convívio Anual de “Os Inseparáveis da Huíla”, outra jornada de grande interesse, convívio e emoção.




PS: Caros amigos e familiares, por motivos de saúde óbvios, não prometo estar presente neste piquenique, no entanto farei todos os possíveis para não faltar. 

terça-feira, 31 de maio de 2016

Guia Turístico de Angola, Inovação Mundial


Apresentação do primeiro grande guia turístico de Angola Volume I.  com a participação de Jorge Kalukembe.

Inovação Mundial com aplicação tecnológica onde é possível visualizar 20 filmes de Angola.






terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Novo sistema de distribuição em Caluquembe


O sistema de captação e distribuição de água a instalar em breve a no rio Cunene, no sector de Vila Branca, beneficia quatro mil famílias do Caluquembe, disse na quinta-feira o administrador municipal ao Jornal de Angola.  
José Arão Nataniel afirmou que a instalação do sistema, já aprovada pelo Executivo, tal como a realização do concurso para adjudicação da obra, se destina a servir essencialmente as aldeias de Lomba, Calonali, Cacomda, Tchitupi, Betania, Camangando, 4 de Fevereiro, Campo de Aviação, Caienje e Samzala, bem como a Centralidade da Katchikakal.
O administrador municipal referiu que o fornecimento de energia eléctrica em Caluquembe também vai melhorar com a instalação de uma pequena barragem no rio Quê, o maior afluente Cunene.    
José Arão Nataniel acentuou que a Administração Municipal e o Governo Provincial  continuam determinados em melhorar o sector de Energia e Água por ser importante para o bem-estar da população e que nos âmbito desses esforços o bairro mais populoso de Caluquembe, o Eitonga,  já está electrificado.
O administrador recordou que também já foram  colocadas condutas que permitiram aumentar a distribuição de águas ao domicílio e recentemente inaugurados sete sistemas  em todos os sectores do município.



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Missão Católica de Caconda

Igreja da Missão de Caconda


Faleceu P. Robert Harder

Funeral do P. Robert Harder





O P. Robert Harder, Missionário saletino, nasceu aos 7 de Abril de 1914. Fez a primeira profissão como religioso saletino aos 19 de Outubro de 1937 e ordenou-se sacerdote aos 29 de Junho de 1943. Portanto, viveu até quase 102 anos, 78 anos de vida religiosa e  73 anos de sacerdócio. Durante esse tempo serviu a Deus e a sua Igreja com muito zelo. Em 1946 fez parte do primeiro grupo de Missionários saletinos que foram para Angola. Ali trabalhou nas Missões de Tchilenge, Tchindjendje, Hanha, Ganda, Kola e outros postos. Fundou a Congregação das Irmãs de Santa Catarina de Sena que hoje contam com mais de 150 membros.

Por motivos de saúde e de idade regressou a Suíça em 2003 onde permaneceu até a data da sua morte, no primeiro dia de Janeiro de 2016. Era grande devoto da Virgem Maria e Deus fez-lhe a graça de chama-lo para si no dia em que a Igreja celebra a festa de Maria Mãe de Deus!

No dia 6 de Janeiro de 2016, na paróquia de Mörschwil, na Suíça, celebrou-se a missa do seu funeral, presidida pelo Padre Piotr Zaba, Superior do Distrito ladeado dos padres Andrzej Zagorski, Provincial da Polónia e Belarmino Tchipundukwa, Secretário Geral. Estiveram presentes confrades da Suíça e Polónia, familiares, Irmãs de Santa Catarina, Padres  angolanos que trabalham na França e na Itália, amigos e fiéis daquela paróquia.

Fonte: Missionários de Nossa Senhora de La Salette

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

O Padre Roberto Harder MS - 100 anos de vida




O Padre Roberto Harder MS (do Distrito da Suiça), celebra hoje, 7 de abril de 2014, cem (100) anos de vida! Natural de Nederburen / St.Gallen, é filho de Mathias Harder e Magdalena Hasler. Com apenas 9 anos de idade, depois da leitura do livro “história de uma alma” de Santa Teresa, começou a arder nele um forte desejo: tornar-se sacerdote! Em 1934 inscreve-se na Escola Apostólica de Untere Waid. Fez o noviciado em  Fribourg em  1936, e concluiu na mesma cidade os seus estudos teológicos, tendo-se laureado em 1944. Um ano antes da laurea, precisamente aos 29 de junho de 1943, tinha sido ordenado sacerdote. Três anos depois da sua ordenação, parte em missão para Angola, uma missão para a qual já se vinha preparando desde 1940. Pe. Roberto e outros 7 seus confrades suiços, partem para aquela que veio a ser a inauguração da presença saletina em Angola! Depois de experiências de missão em  Lukondo (missão que veio a ser abandonada nos anos 60), Hanha, uma breve passagem por Ndunde, será sobretudo na missão do Kola (zona de Kalukembe) que o Pe. Roberto dedicará maior tempo do seu apostolado! ( para descobrir essas missoes, basta ver o mapa da Provincia de Angola, na versao em lìngua portuguesa). A grande intuição missionária do Pe. Roberto, depois de descobrir o grande papel da mulher rural angolana na estabilização das famílias – mas também movida pela experiência pessoal junto da sua família – ,  foi a dedicação à catequese e à formação bìblica e humana das mulheres. Desta obra, nasceu o Instituto religioso feminino das Irmãs de Santa Catarina de Sena, hoje espalhadas por muitos lugares de Angola e também na Itália e na Espanha. Por razões de saúde, o Pe. Roberto Harder regressou para a Suiça em 2004. Em 2012, o Pe. Celestino Muhatili, ms, teve uma entrevista com ele, cuja pequena parte se pode ver aqui:





video


La Salette em Angola


Um pouco de História
"Pois, bem, meus filhos, fazei-a passar a todo o meu povo!"
O conteúdo da mensagem de Maria aquando da aparição em La Salette, a 19 de Setembro de 1846, tem uma riqueza bastante profunda que engaja todo aquele que decidir lê-la, ouvi-la, interpreta-la, etc.
Destarte, quem põe em prática a mensagem de La Salette, anuncia sem fronteiras e parte para os recônditos do mundo, sem olhar pelas prementes dificuldades linguístico-culturais.
Maria, ao dizer: "fazei-a passar a todo o meu povo", mostrou a urgência que o seu povo tem de se reconciliar com Deus. O mandato de Maria é profundamente missionário, porque Missão é também ir mais longe possível anunciando a boa nova, neste caso é a boa nova da Reconciliação. A presença Saletina aqui em Angola, é fruto também deste mandato recebido pelos missionários suíços que decidiram apontar o barco para as terras de Angola. Aliás, a história de La Salette, em Angola não se pode abordar sem referência máxima aos Saletinos suíços que, com muitas dificuldades, trouxeram a linda mensagem da Reconciliação.
Foi, exactamente em 1946, aquando do centenário da aparição (1846-1946), que os missionários chegaram em Angola de um barco chamado Kwanza. Não conheciam o povo local, senão de ouvir-dizeres, não conheciam a cultura local, senão de ouvir-dizeres, não conheciam as línguas locais senão de alguns estilhaços do Português, e como senão bastasse tinham que se desenrascar nestas línguas sobretudo em umbundu. Ora bem, para quem está convicto de que deve anunciar a mensagem da Reconciliação todas estas dificuldades acima referidas não constituiram empecilhos. Lembremo-nos de que a própria mensagem foi transmitida em Francês e em Patois. Se os franceses tivessem medo do alemão, ou se os suíços tivessem medo do polaco, etc..... do italiano... do umbundu.. das línguas das índias...por aí além, a mensagem de Maria cairia por terra e seria como um fumo ténue que ondeia em horizonte.
Emílio Truffer, Rafael Meichtry, Eduardo Jud, João Baptista Damann, Otmar Schweizer, Justo Villiger, João Meier e Roberto Harder são os pioneiros da saletinidade em Angola.
De Bíblia na Bagagem, estes 8 missionários ficaram assim repartidos: 5 para a Missão da Ganda (Ndunde): Emílio Truffer, Rafael Meichtry, Eduardo Jud, João Damann e Otmar Schweizer; 3 para a Missão do Lukondo (Huíla): Justo Villiger, João Meier e Roberto Harder. A partir daí, começaram a desenvolver a sua actividade missionária, fundando novas missões e casas de formação, sendo a 1ª a de Nossa Senhora de La Salette (Tchindjendje), em 1947. Seguiram-se, depois, as do Kola (1952), Hanha (1954), Kalukembe (1962), Malongo (1964), Cubal (1965), Catumbela (1971), o Seminário Maior no Huambo (1978 – onde funcionou o Escolasticado e a Filosofia 1), e o seminário Médio em Benguela (1986). Em 1990 foi fundada a actual Casa Provincial na Catumbela. Ainda em 1990 marcávamos a presença saletina no Lubango, com o noviciado e cuidando da Paróquia de S.João Baptista, na Mapunda. De Salientar que por motivos de espaço, o noviciado mudou-se para Catumbela, no antigo Escolasticado onde funcionou por 3 anos lectivos. Por sinal foi só um regresso, porque antes do Noviciado ir para Lubango, já funcionava na Catumbela. Em 1999, foi fundado o Centro Saletino de Formação e Espiritualidade (CESAFE). Aí onde funciona o Noviciado ja desde de 1999, quando saiu novamente da Catumbela para Lubango. Em 2002, La Salette chagava no Namibe, cuidando da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima do Forte. Em 2008, pela primeira vez La Salette ao norte de Angola, concretamente na então Diocese e actual Arquidiocese de Malange, na Missão de Santa Ana, Mussolo (Kambundi-Katembo). Em 2011 chegamos a Luanda, concretamente em Viana. Em 2002, a mensagem saletina ultrapassava as fronteiras e instalava-se em Opuwo – Namíbia e em 2007 em Omuthiya–Namíbia.
Chegada de outros grupos.
Em 1946 chega o 1ºgrupo: Emílio Truffer, Rafael Meichtry, Eduardo Jud, João Baptista Damann, Otmar Schweizer, Justo Villiger, João Meier e Roberto Harder. Em 1947 chegou o 2º grupo dos missionários constituído por: Ernest Tremp para a Ganda e José Von Rickenbach para Tchindjendje. Em 1948 chegou o 3ºgrupo constituído por: Ir.Francisco Ruesch para Lukondo, o Pe.José Senn para a Ganda, oPe.Leão Sarbach para o Tchindjendje e Pe.Otto Balmer também para Tchindjendje. Em 1950 chega sozinho o Padre Leonardo Roos para Tchindjendje. Em 1954 chegam o Pe.Erwin Truffer para Kola e o Pe.José Oehri para a Hanha. Em 1955 chega Ir.Mrcelino Tschugmell para a Ganda. Em 1957 chegam os Padres Francisco Eggs para Tchindjendje e Beda Luís Keller para o Lukondo. Em 1958 chega o Pe. José Bögli para o Kola. Em 1963 chega o Pe.Sigfried Heiss para o Kola. Em 1964 chega o Ir.Arthur Kamber para o Tchindjendje e o Pe.Emílio Frick para o Kalukembe. Em 1967 chegam os Padres José Graf para Cubal e Leandro Volken para Tchindjendje. Em 1968 chegam o Ir.Beato Zumstein para Tchindjendje e o Pe.Viktor Andereggen para Kalukembe. Em 1970 chega o Pe.Bruno Jentsch para a Ganda. Muitos desses já morreram e poucos vivem. Vivem na Suiça os Padres Roberto Harder, Francisco Eggs, Pe.Viktor Andereggen. A semente lançada caiu em boa terra. O crescimento dos saletinos, em Angola, é de cem por um. Angola conta, assim, com quatro casas de formação segundo as várias etapas: Propedêutico, Filosofia, Noviciado e Juniorado (Escolasticado).
Deus abençoou a Província de Angola com muitas vocações. As estatísticas actuais mostram isto mesmo. Angola conta com mais de 90 membros, entre professos, irmãos e noviços. Há um número considerável de seminaristas, o que desenha um futuro riso para a Província e para a Congregação. Temos alguns confrades fora do País: França, Itália, Namíbia, Portugal, alguns trabalhando na Pastoral, outros estão em estudos de especializações em vários campos do saber e até no Conselho Geral, através do Secretário Geral, Pe.Belarmino Tchipundukwa.
Após à chegada dos missionários em 1946, formava-se, então, o Destrito, cujo Superior foi o Padre Emil Truffer, suíço de nacionalidade. A Região, como tal, foi formada em 1964. Seu primeiro Superior Regional foi o Padre Eduardo Jud e o primeiro Superior Regional angolano é o Padre Tarcísio Tchiheke.

Ordem dos Superiores Regionais
De 1946-1964 – Pe.Emil Truffer (suíço) – ainda como destrito. De 1964-1973 – Pe.Eduardo Jud (Suíço e 1º Superior Regional). De 1973-1988 – Pe.Emil Frick (suíço) De 1988-1996 – Pe.Tarcício Tchiheke (1ºSuperior Regional angolano). De 1996-2000 – Pe.Alberto Ilidio (angolano). De 2000-2006 – Pe.Pedro Tchingandu (angolano). De 2006-2012 – Pe.Venâncio Nunda (angolano). De 2013- Pe.Pedro Chingandu (Primeiro Superior Provincial).
O I Capítulo Provincial e histórico ocorreu de 07-11 de Janeiro de 2013 no Centro Saletino de Formação e Espiritualidade (CESAFE). O Capítulo foi animado pelo Conselho Geral através do Padre Silvano Marisa, Superior Geral e do Pe.Henryk Przeździecki, Conselheiro Geral. Este Capítulo elegeu o Primeiro Superior Provincial que é o Padre Pedro Chingandu.
Por Pe.António dos Santos Tchindau, MS


1. Por motivos de Guerra, o Seminário Maior (Filosofia e Teologia) mudou-se para Benguela. Em Benguela, a Filosofia funcionou, como funciona, no S.João. Aí parece ter encontrado raízes profundas pelo que já não voltará a Huambo. A última Assembleia Capitular Provincial, em Janeiro de 2013, decidiu a permanência da Filosofia em Benguela e a transferência do Propedêutico para o Huambo. Brevemente, será efectivado este Projecto. Por sua vez, a Teologia funcionou no antigo noviciado na Catumbela. Depois que terminou a Construção do novo Escolasticado, em 2010, no Cavaco, em Benguela, esta etapa de formação mudou-se para Benguela. O Escolasticado está definitivamente instalado em Benguela.





segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

FOI HÁ 40 ANOS QUE CHEGÁMOS A PORTUGAL …


Neste ano, já é a terceira vez que vos escrevo acerca de 40 anos volvidos sobre diversos acontecimentos pessoais e familiares.

Desta vez, vou partilhar convosco a nossa parcela, considerando a minha família nuclear e próxima, no êxodo que constituiu a vinda de muitos milhares de refugiados deAngola, Moçambique e dos outros territórios. Por diversas formas vieram, como é consabido. No caso de Angola: grande parte dos refugiados veio pela ponte aérea paraPortugal; outros ainda vieram em navios diretamente de Angola para Portugal enquanto possível; outros milhares, refugiaram-se no Sudoeste Africano (hoje Namíbia) e na África do Sul, onde alguns conseguiram por lá ficar, mas, grande parte destes certamente teve de rumar para Portugal também, ou para outros países, quer por via aérea, quer por navios fretados para transportar os refugiados que estiveram temporariamente alojados em campos. Os números de cada situação e os globais são um tanto imprecisos, consoante as fontes, mas todos juntos fomos largas centenas de milhares de refugiados das antigas províncias ultramarinas.

Ora, narro agora o nosso caso, o da odisseia do meu grupo familiar. Era outubro de 1975. Face às condições de grande instabilidade político-militar na pré- independência de Angola, insegurança, lutas constantes entre forças do MPLA e da UNITA na cidade do Lubango, onde vivíamos nessa conturbada época, aliada à crescente escassez de bens de primeira necessidade, deficiência na assistência de saúde, enfim a zona e a cidade a aproximarem-se quase do colapso social, comercial e económico. Tempos pois estonteantes, de muito risco, altamente inseguros sob todos os pontos de vista, pelo que, fomos forçados a tomar a resolução de também partir... Tal qual, como milhares de refugiados já o haviam feito antes de nós, e como outros o fizeram depois. Era a salvação imediata. E o destino que escolhemos, face a haver uma ponte aérea, foi Portugal, reforçado por alguns de nós sermos funcionários públicos, o que permitiria, prometia-se, e veio a acontecer, ingressar no funcionalismo em Portugal, num criado quadro geral de adidos.

Eis, pois, a constituição desse grupo, desta família que fora de José Maria Rodrigues (este falecido, em condições confrangedoras, no Lubango pouco tempo antes, em 26.09.1975, como já relatei noutro escrito que vos enviei): Irene, minha mãe, na época com 64 anos; sua afilhada Joana, jovem de 14 anos; meu irmão Higino, 32; sua mulher e minha cunhada Aldina, 29; seu segundo filho Bruno, com tenra idade; minha mulher, Helga, 23; com nosso bebé Henrique, quase recém-nascido pois tinha um mês e meio de idade; minha filha Graça, 8; e eu, Júlio, com 31 anos. Nove pessoas ao todo, sendo cinco adultos, três crianças e uma adolescente.

Nas semanas anteriores, foi conseguir encomendar caixotes nas últimas carpintarias em funcionamento na cidade, e ir enchendo-os com o possível: máquina de lavar roupa, outros pequenos eletrodomésticos, máquina de costura Singer (da minha idade, pois entrou na minha casa em Caluquembe no dia em que nasci e que ainda hoje a conservo), tapetes, carpetes, utensílios, aparelhos diversos, bibelôs, imensos livros (meu pai possuíra uma biblioteca razoável e havia sido um grande leitor), algumas mobílias e peças de mobiliário, álbuns de fotografias, slides, malas da cânfora, bar chinês, projetor de slides, écran, utilidades diversas e inúmeras outros objetos que era possível meter em uma dúzia de caixotes, de diversas cubicagens. Tentávamos encaixotar a nossa vida…disfarçar o vazio que crescia na nossa alma.

A minha tia Madalena, prima direita e cunhada de minha mãe, foi incansável na ajuda que nos deu a arrumar os caixotes. Mas de notar que a maioria desses bens encaixotados pertenciam ao recheio da casa de minha mãe, e que fora do meu pai; bem como ao recheio da casa do Higino e Aldina, que arranjaram igualmente os seus caixotes. Mas, os pertences, meus e da Helga, constituídos sobretudo pelas muitas prendas de casamento, este ocorrido ainda não havia um ano na ex-Nova Lisboa (Huambo), ficaram por lá, visto que as condições de insegurança ainda foram piores, mais insuportáveis que as do Lubango e já não foi possível aos pais da Helga, onde os nossos bens se encontravam guardados, providenciarem o seu transporte para Portugal. Quanto aos automóveis, consegui ir a Moçâmedes, uns tempos antes da nossa partida, despachar o carro de meus pais, um Audi 100 LS, e o meu, um Autobianchi A111. Estacionei os dois juntos no imenso parque de viaturas à espera de embarque; ainda pensámos meter coisas nos porta-bagagens mas, receosos, não o fizemos, e ainda bem, pois só o meu carro chegou a Portugal, o de meus pais nunca apareceu…Houve quem o tivesse visto a circular, tempos depois, numa cidade em Angola, subtraído assim ao embarque... O Higino e a Aldina também despacharam dois automóveis, um seu (Mini) e outro (Lancia) dum cunhado os quais tiveram o mesmo destino, isto é, nunca chegaram a Portugal.

Voltando ao Lubango: lá conseguimos ainda alugar uma camioneta que levasse os caixotes à estação do Caminho de Ferro, sita no bairro de Stº António, que seriam transportados para o porto de Moçâmedes (hoje Namibe) a fim de seguirem para Lisboa. Todos estes afazeres, formalidades alfandegárias, requerimentos, guias de desembaraço, etc., quer em relação aos bens, quer a nós próprios, eram conduzidos num stress indescritível, com muita tensão e nervos, e sob emoção e tristeza, face ao abandono iminente de nossas casas e de muitos outros pertences, ainda que alguns fossem móveis eram intransportáveis, mas sobretudo chorávamos por dentro pela saída, forçada pelas
circunstâncias, da nossa, e de nossos ascendentes, querida terra angolana, e assim deixarmos os nossos sonhos. E ficámos apenas com a memória. Talvez alguns acessos de tristeza estivessem a ser anestesiados no momento, pela psicose coletiva que se estabeleceu, ao haver todos os dias um número crescente e imparável de refugiados de partida da cidade, entre conhecidos, desconhecidos, amigos, familiares. E, ainda, no coração de cada um, decerto, haveria uma réstia de esperança de um dia no futuro voltarmos a viver e trabalhar na nossa querida terra angolana…que não desejáramos abandonar (mas a este grupo familiar que relato nunca aconteceu alguém voltar a viver em Angola, pelo menos até à atualidade…).

As datas que refiro de seguida, penso estarem certas. Assim, o dia 10 de outubro de 1975 chegou. Foram as despedidas finais emocionantes, da prima Isaura que chorava, da Madalena que não chorava mas tinha um semblante tristíssimo (ela também, sem o imaginar na ocasião, teria de refugiar-se em Portugal meses depois), etc. Era o meu pai que ficava e deixávamos… lá no cemitério da Mitcha. Tomámos um comboio na estação de Stº António, aliás a estação que servia e serve o Lubango, visto que na época a antiga já fora desativada. Chegava a noite desse dia. Nós, e dezenas ou centenas de outros refugiados tomámos o comboio. Lembro-me que, pelo menos, a cabine onde viajámos, não tinha luz e fizemos a viagem de noite inteira às escuras… O meu amigo de peito e colega Pissarra, padrinho de casamento da Helga, também viajou nesse comboio e connosco continuou, passando praticamente a fazer parte do nosso grupo familiar.

Chegados pela manhã do dia 11 a Moçâmedes, fomos desembarcados no porto comercial. Estava-nos destinado um navio da Armada Portuguesa, a navio tanque reabastecedor S. Gabriel (que hoje já não existe; ver foto). Ali fomos arrumados para  pernoitar da forma como foi possível, mais ou menos assim: mulheres e crianças na coberta, homens no convéns, praticamente ao relento ou nos “varandins” laterais. Não nos queixávamos, resignávamo-nos. E, lá se iniciou a viagem marítima pela costa angolana, julgo que já era da parte de tarde, rumo à capital Luanda. Levávamos connosco farnéis e alguns pertences em malas ou sacos que nos podiam acompanhar. Não tivemos frio, pois em Angola, em outubro, está temperatura amena, não choveu, e dormimos, os homens, encostados uns aos outros, lá em cima, éramos muitos e havia que rentabilizar o espaço, e as mulheres e crianças em beliches na coberta, como já indicámos atrás.


 Navio tanque reabastecedor da Armada Portuguesa



Fotos seguintes: 11 e 12.outubro.1975


  No porto de Moçâmedes enquanto se aguardava o embarque
(Helga com bebé Henrique, Joana, Irene e Aldina)

 Idem, quase a embarcarem (em primeiro plano consegue-se ver o nosso grupo familiar)



Pela manhã, começava o dia 12, até avistámos golfinhos, pois quando navegávamos no final do percurso já o sol rompera, até aportarmos em Luanda.

Irene, Higino e Aldina a bordo do navio reabastecedor da Armada Portuguesa
S .Gabriel, rumo a Luanda

Aguardámos algum tempo no navio e depois fomos levados em autocarros, julgo lembrar-me, para o antigo quartel do batalhão de paraquedistas 21, nos arredores de Luanda, em Belas. O qual estava feito num autêntico campo de concentração, degradado, com instalações sanitárias imundas, falta de água com frequência. A Helga, o bebé e as mulheres e crianças lá armaram melhor proteção, dos mosquitos também, numa antiga caserna e os homens preferiram dormir quase ao relento, e no chão. O Pissarra continuava connosco. Havia distribuição de alimentos e organização dos grupos que seguiriam nos próximos aviões da ponte aérea.

E, faziam-se avisos e chamavam-se pessoas por altifalantes ou íamos a uma secretaria saber informações. Felizmente para nós, apenas estivemos ali uma noite e um dia, mais ou menos, nesse campo tão desolador e tão sujo já, do que fora um impecável quartel. O Pissarra e eu, ainda conseguimos, arranjar forma de irmos ao centro da capital, mormente para recolhermos os nossos processos individuais nos serviços de veterinária de Angola, o que era facultado a quem viesse ingressar no tal quadro geral de adidos.

No aeroporto de Luanda, na noite de 13 de outubro, pisámos pela derradeira vez o solo angolano. Tomámos, um avião soviético, apercebemo-nos disso no decorrer da viagem, rumo a Lisboa. Na cabine só podíamos trazer o indispensável, pois malas e objetos considerados a mais iriam no porão, não facultaram nada. Na barafunda da entrada para o avião, perdeu-se o leite em pó e o biberão do Henrique. A bordo, lá conseguimos que as assistentes arranjassem um biberão e outro leite, mas, para um bebé, foi uma alteração rápida e daí, talvez, o desencadear dum problema de gastrenterologia e desidratação que adveio dias depois em Lisboa, com o seu internamento, com prognóstico muito reservado, no hospital pediátrico D. Estefânia, onde, à partida, houve muita dificuldade em o internar, o que foi conseguido face à sensibilidade dum médico espanhol de serviço. E onde o bebé, sem saber, lutou pela vida durante talvez mais de dez dias. Voltando ainda atrás, à viagem de avião para Lisboa: forneceram-nos refeição a bordo e tentámos dormir, tão exaustos estávamos, psíquica e fisicamente.

Chegámos a Lisboa manhã cedo, era o dia 14 de outubro de 1975. A Cruz Vermelha encaminhou a Helga e o bebé para um local mais recolhido naquelas instalações do edifício do aeroporto, espaços repletos impressionantemente de pessoas, a maioria sentada ou deitada no chão, atapetado com cobertores, com a humidade e o frio já do outono, tudo para nós desconhecido e quase nos amedrontava. Num balcão improvisado do Banco de Angola, trocaram-nos 5 contos de escudos angolanos, por pessoa, por 5 contos do dinheiro de Portugal, embora trouxéssemos, alguns de nós,
dezenas ou centenas de contos angolanos das nossas poupanças. Dinheiro angolano esse que se tornou lixo. Porém, outros refugiados, sabia-se, nem os cinco contos tinham para troca.

Nesse dia ainda, a Helga e eu, apanhámos um táxi para irmos para o parque municipal de Monsanto procurar a casa dum amigo que nos veio a receber durante algum tempo; o táxi deixou-nos algures por Monsanto, perante uma morada incerta, e ainda tivemos de muito andar a pé para dar com a casa do nosso amigo, funcionário do parque, o Pedro Baptista. Desconhecíamos que o IARN, Instituto de Apoio ao Retorno de Nacionais, nos podia ter dado alojamento em hotéis. Mais tarde, viemos a fruir desse apoio. O Higino, Aldina e Bruno foram logo encaminhados, sem muito esperarem, por um cunhado, o Luís que já chegara a Portugal há semanas, para um hotel em Colares. E assim, o grupo separou-se logo à chegada a Portugal. Foi pena, mas foram as circunstâncias. O Pissarra seguiu para o norte para junto de sua família.

E, fomos tentando resolver as nossas vidas de imediato, de desenrasque em desenrasque… De luta em luta. De fila em fila.

Do grupo familiar, cada um teve o seu percurso pessoal e profissional nestas quadro décadas. Sucintamente: minha mãe, Irene, foi doméstica, viveu sempre comigo, faleceu aos 99 anos em Sesimbra; Joana, afilhada, trabalhou em diversos locais, tem um filho, e hoje vive e trabalha em Inglaterra (já foi algumas vezes ao Lubango); minha filha Graça trabalhou em várias empresas, teve três filhas, reside no concelho do Seixal onde é empregada duma indústria; Higino, meu irmão, reside no concelho do Seixal, tem três filhos de Aldina, que foi professora do ensino básico, e faleceu aos cinquenta e tal anos, em 2002, foi sepultada onde vivia ultimamente, em Mafra; seu filho Bruno, é hoje bombeiro e reside na Ericeira; Helga é funcionária e reside em Sesimbra, tivemos mais dois filhos para além do Henrique, este licenciou-se, é funcionário municipal em Sesimbra e reside na Amora, tem três filhos; por fim, eu, Júlio, fui médico-veterinário municipal em Sesimbra, hoje já aposentado, e onde resido (fui duas vezes à nossa terra Lubango: a primeira em 2003, com o Henrique também; a segunda, em 2013, sozinho, ao Lubango e Caluquembe, esta minha terra natal).

Fez há dias, em 14 de outubro, 40 ANOS QUE CHEGÁMOS A PORTUGAL. Outras terras, outras gentes, outras vidas. Os tempos seguintes, ou seja, os primeiros dias, semanas, anos e décadas, duma vida nova, diferente, difícil e desenraizada, onde a amargura pela saudade da terra e da vida que deixámos em definitivo lá longe nunca se desvaneceu, ficarão para outros escritos, talvez.

                                                                                                      Júlio (Sesimbra, out.2015

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Clã Rodrigues

Do clã Rodrigues em Portugal, temos o Nilton, que dispensa apresentações.

 

 

 

Clique para saber mais


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Clã Rodrigues de Caluquembe, em S. Paulo-Brasil.  Um exemplo de coragem, trabalho,  iniciativa   e perseverança .

 

 

 

Jorge Rodrigues, no minuto 1.42.

 

Jorge Rodrigues, no minuto 1.01 e no minuto 2.00

Noticias de Caloiros da canção
      

Em Portugal, mais um exemplo de trabalho e criatividade de outro membro do clã Rodrigues - outra Caluquembense

No minuto 1.27,  Suzy Lorena Rodrigues

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Jorge Kalukembe,  publicou os livros "Chicoronho", Educação Pilar da Soberania, Caminho do Desenvolvimento em Angola” Investigação realizada em Angola na área da educação económica, e mais recentemente o livro  "Angola e o Mundo na era pós petróleo"
Apresentação do livro “Educação Pilar da Soberania, Caminho do Desenvolvimento em Angola”.
Apresentação do livro “Chicoronho” na Fnac Algarve

 

Publicou também o livro “Chicoronho”.

Importa salientar, que a totalidade da verba arrecadada pelo autor, será entregue à Missão da Huila.

 




Jorge Kalukembe participa no Programa 10-12 da TPA e apresenta o seu novo livro, um ensaio geopolítico: "Angola e o Mundo, na Era Pós-Petróleo" (24 de Junho de 2011).

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Clã Rodrigues de Caluquembe, em S. Paulo-Brasil.  Um exemplo de coragem, trabalho,  iniciativa   e perseverança .

Jorge Rodrigues, no minuto 1.42.


Jorge Rodrigues, no minuto 1.01 e no minuto 2.00
Camilo copy
Aqui um pequeno resumo da vida e história de Camilo Reis Rodrigues e seus filhos no Brasil - Clique na imagem

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Cerca de 17 000 colecionadores de quadrinhos devem passar hoje, amanhã e domingo pela Fest Comix, a maior feira brasileira dedicada ao tema, com palestras, sessões de autógrafos e, principalmente, HQs a preços promocionais. Serão 500 mil revistas em oferta (algumas custando apenas 1 real) e outras 100 mil importadas. O evento é organizado pela Comix Book Shop, negócio que começou como uma pequena banca de jornal nos anos 80 e é comandada por uma família angolana.

O pai, Camilo Rodrigues, nasceu em 1934 na cidade de Caluquembe, em Angola. De uma hora para outra, a plantação familiar de trigo secou e os Rodrigues se viram na pobreza. Com ajuda de parentes, abriram uma “loja mista”, como eram chamados os estabelecimentos que vendiam todo tipo de artigo, de bicicletas a agulhas. Em 1974, estouraram os conflitos que levariam à independência de Angola e a uma guerra civil que durou 27 anos. Rodrigues decidiu partir com a mulher e os sete filhos para o Brasil. “A casa onde eu morava estava toda destruída”, diz. “Chegaram a me chamar de covarde pelas ruas, mas depois muitos deles fugiram para cá também.” Por causa dos bombardeios, o aeroporto da capital Luanda estava fechado. A família viajou de carro até a África do Sul, onde embarcou para o Brasil. Chegaram a São Paulo em dezembro de 1975.


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Camilo Rodrigues e Jorge comandam equipe de 26 funcionários na Comix. Foto: Míriam Castro/AE



Camilo trabalhou por 14 anos em depósitos de doces pela cidade. Um de seus filhos, Carlos Rodrigues, herdou o faro para negócios e, depois de trabalhar em bancas de jornal, decidiu comprar a sua própria, na Alameda Lorena, em 1986. “Na época, a banca estava caindo aos pedaços”, conta Jorge Rodrigues, um dos irmãos que administra a Comix. “O mercado de quadrinhos no Brasil praticamente não existia”. As revistas de super-heróis não eram importadas em sequência. Cabia aos leitores esperar pela sorte de encontrar, por acaso, o volume que procuravam em meio a uma remessa de revistas de variedades de alguma livraria. Carlos, que estava atrás de um diferencial para sua banca, foi procurado por uma importadora, que queria mudar esse quadro. A empresa oferecia uma espécie de assinatura: as revistas chegariam mês a mês, sem interrupção.

Deu tão certo que a Comix chegou a ter 200 clientes fiéis, que retiravam regularmente as revistinhas. “Alguns fregueses compravam até 10 títulos de uma vez”, afirma Jorge. Com o sucesso das HQs, a loja começou a revender card games, o que fazia com que fãs lotassem o local aos sábados. Em 1993, oa banca já tinha crescido. Mas o espaço não era ainda suficiente. Por isso, a Comix foi obrigada a se mudar para o número 1.998 da Alameda Jaú, também nos Jardins, onde está até hoje.


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Foto: JF Diorio/AE

 

São dois pisos em que é até difícil circular, já que as estantes de revistas ficam bem próximas. No térreo, ficam os lançamentos e as principais publicações do mercado, além de DVDs, Blu-Rays de séries e filmes relacionados a quadrinhos, figuras colecionáveis e toy arts. Subindo uma estreita escada em espiral, o cliente encontra uma disposição diferente, definida pelo próprio Jorge como “um sebo de quadrinhos”. Edições mais antigas ficam armazenadas em nichos e prateleiras, esperando a chegada de um colecionador garimpeiro. “Na juventude, gostava muito de ler”, conta o patriarca. Atualmente, a visão debilitada não permite que leia muito. Uma exceção é Príncipe Valente, história criada em 1937 pelo canadense Hal Foster. “Gosto dela porque fala de tempos antigos, assunto que me interessa bastante”.

Hoje o pai e dois filhos administram o negócio. O irmão Camilo José – que não fica o tempo todo na loja, mas comanda o depósito de publicações – começou a trabalhar na banca em 1995. Jorge, que também já tinha trabalhado em bancas de jornal, entrou para o time da Comix em 2000. O fundador, Carlos, que também criou uma editora de quadrinhos, a extinta Opera Graphica, decidiu deixar o comando da loja em 2008.

A Comix tem 26 funcionários fixos, contando com a loja online, o depósito e o setor administrativo. Em época de Fest Comix, são criados pelo menos 120 empregos diretos, além de seguranças, bombeiros e faxineiros. Como a feira surgiu? Todo mês de janeiro, Carlos fazia uma grande liquidação para atrair clientes no mês de férias. Em 2001, a família Rodrigues decidiu dar mais pompa ao evento e o batizou de Fest Comix. Além das vendas, o evento procura aproximar os autores das histórias em quadrinhos do público. Na primeira edição, que foi realizada na rua mesmo, em frente à loja, o público foi de 200 pessoas. Este será o último ano do Fest Comix no Centro de Convenções São Luís. “Estamos atrás de um lugar ainda maior para o ano que vem”, diz Jorge.

Serviço:

19ª Fest Comix

19, 20 e 21/10

Centro de Eventos São Luís – R. Luís Coelho, 323, Metrô Consolação

Entrada: R$ 10

Comix Book Shop

Al. Jaú, 1.998, Jd. Paulista, 3088-9116

(Com colaboração de Míriam Castro)


Fonte:http://blogs.estadao.com.br/curiocidade/a-familia-que-comanda-a-fest-comix/


terça-feira, 10 de novembro de 2015

A COSTELA AFRICANA DOS FILHOS DOS RETORNADOS

Entre 1974 e 1975, meio milhão de pessoas desembarcaram em Portugal vindas das ex-colónias. Chamaram-lhes retornados, apesar de muitos não terem nascido aqui. A vida nunca mais foi igual, nem para quem veio nem para quem cá estava. Nos 40 anos da independência de Angola, recordamos histórias de quem chegou ainda menino e moço mas jamais esqueceu que, um dia, tinha vivido em África.

por Dina Soares e Joana Bourgard
No dia 11 de Novembro de 1975, Angola tornou-se um país independente. Para trás, ficavam quase 500 anos de presença portuguesa e 13 anos de guerra pela libertação. Esperavam-na mais 27 anos de uma guerra civil que matou meio milhão de pessoas, provocou mais de um milhão de deslocados arrasou infraestruturas, empreendimentos económicos, instituições.
Em pouco mais de um ano, entre o Verão de 1974 e o Verão de 1975, chegaram a Portugal, vindas das ex-colónias, cerca de 500 mil pessoas. Mais de metade veio de Angola, nos 905 voos de Luanda e Nova Lisboa para Lisboa ou pelos seus próprios meios.
Entre os retornados – palavra que os repugna mas também que os une – cada um tem sua história. Os mais velhos relatam dificuldades, falta de emprego, de casa, de dinheiro, de tudo. Os mais novos – adolescentes ao tempo da independência – guardam na memória dias de liberdade e descontração. Maria José, Isabel e Paula tinham entre 12 e 17 anos quando regressaram. Cresceram e fizeram-se adultas em Portugal mas África corre-lhes no sangue. Bruno já nasceu cá, as memórias de Angola são do pai, que fez dele o cofre das suas recordações africanas.
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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Hmenagem aos Chicoronhos


Sendo descendente de chicoronhos e homenageando os meus ascendentes, recomendo a leitura do livro "CHICORONHO" escrito pelo meu sobrinho Jorge Kalukembe. O Romance "CHICORONHO", retrata a origem de um novo povo, o mais recente do continente africano. É uma história fascinante do encontro entre dois povos no Sudoeste de Angola. A incrível aventura e coragem dos fundadores de uma das cidades mais bonitas de Angola – Sá de Bandeira, a actual Lubango –






Origem da palavra CHICORONHO
A palavra CHICORONHO tem origem na ocupação do sudoeste angolano iniciado em finais de 1884. 


Decorria o mês de Outubro de 1884, quando cerca de 222 madeirenses partiram em direcção ao sudoeste angolano, a viagem demorou cinco semanas. Assim a 17 de Novembro os referidos madeirenses desembarcaram no Namibe e chegaram ao Lubango nas vésperas do Natal de 1884. Estes madeirenses foram então os fundadores da Colónia de Sá da Bandeira. 

Os militares portugueses sediados no Sudoeste Angolano tratavam os mencionados madeirenses de colono (com desprezo),  porque eram essencialmente pobres e humildes e originários da colónia da Madeira. 
O povo local – Muila da subetnia Nhaneca – via o militar português a tratar o madeirense de colono, por conseguinte, o muila passou a trata-lo na sua língua (Nhaneca) por Otyikolonyo para o distinguir do português militar que designavam de Omuputu.

Importa esclarecer que a grafia «tyi» fica foneticamente «chi», assim da palavra Nhaneca, Otyikolonyo originou a palavra Chicoronho para designar todos os descendentes de mais de um milhar de madeirenses que fundaram e desenvolveram uma das cidades mais bonitas de Angola – antiga Sá da Bandeira a actual Lubango.



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